only the dead in the mist

Old, senseless thoughts half frozen in loneliness,
faster and faster we're spinning in circles;
imprisoned in pain, floating without sound,
the death in the mist aimlessly wandering around.
Our sad eyes say: "We have lost our view!"
Dead souls without rest, the graves are lonely and cold.
But the promised peace I'm afraid we'll never find,
for this place it lies so far
beyond the cruelest light...
Sopor Aeternus - Todeswunsch

Num jantar especial voltei a ouvir este senhor(a), o que já não acontecia há tanto, tanto tempo... Aqui fica, a matar saudades.

baraka


"Devemos preferir a visão poética ou saudosa da Existência. Devemos considerar esta como um produto dos mesmos elementos da saudade: a lembrança formal e a esperança essencial, a força perturbadora e a criadora -, esse invisível que do futuro para se tornar visível no passado, uma acção anímica temporal desenvolvida espacial ou materialmente, que o corpo é espaço e é tempo a alma. Isto em primeira análise, pois, em última, talvez não haja espaço nem tempo, nem corpo nem alma, mas o que quer que é de invisível, de intangível, de incompreensível."
Teixeira de Pascoaes, A Saudade e o Saudosismo
Porque o filme, no passeio que faz pela(s) odisseia(s) humana(s), nos mostra, ao mesmo tempo, aquela nossa face que olhamos com uma saudade desmedida, talvez porque é, de facto, a saudade daquilo que nunca tivemos... E, da forma como caminhamos, talvez nunca venhamos a ter!
(muito embora Pascoaes diga aqui bem mais do que isso, esse comentário fica para outra altura)

mad world

É bem antiga, mas vale a pena ler:

"All around me are familiar faces
Worn out places, worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere, going nowhere
Their tears are filling up their glasses
No expression, no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tomorrow, no tomorrow
..
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very
Mad World
Mad world
..
Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday, Happy Birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen, sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me, no one knew me
Hello teacher tell me what's my lesson
Look right through me, look right through me
..
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very
Mad World
Mad World
..
Enlarging your world
Mad World."
Tears for Fears (1982)

happy to go blind

...
"Afraid of what you'd find
If you took a look inside
I'm not just deaf and dumb
Staring at the sun
Not the only one
Who's happy to go blind"
U2 - Staring at the Sun
É o que me apetece dizer sobre esta coisa de o uso do preservativo continuar a ser perseguido e apontado como comportamento a evitar, ao mesmo tempo que a abstinência é olhada como forma de fazer face ao flagelo das DST's.

mais-que-música

Porque insisto em acreditar que a música pode ser, além de um estímulo auditivo, um estimulo para os restantes sentidos...

... e porque, sempre que oiço Biosphere (só o substrata), chove no dia seguinte!

asfixia(s)

"We're not evil sinners
or perfect knockoffs of God.
We let the world tell us
whether we're saints or sex addicts...
sane or insane, heroes or victims...
whether we're good mothers
or loving sons."
Chuck Palahniuk

E depois de deixarmos que o mundo decida quem somos... como que asfixiados, agimos como achamos que o mundo acha que somos...

"But we can decide for ourselves."

E isso é que é complicado... Mas... Não é aí que está a piada??

meta-amor

Mas, em noites de vento e de demência,
Quando saudade rústica lhe rasga
As entranhas de sombra e de aparência,
Soluça e grita! O vento é o seu delírio!
A chuva as suas lágrimas! A treva
É seu amor, que os ares escurece,
Depois de lhe matar o coração,
Que, mesmo em cinza fria, ainda estremece!
Pascoaes

Amores...
Porque esta ideia ultra-romântica do para-além-do-amor, ou do amor para lá, inclusivé, das barreiras da morte e dos limites físicos deste humano, demasiado humano, continua a atrair mais do que dois ou três destes coitados que insistem em pavonear-se deste lado do planeta.
E, contudo, (oh insensatos) chamamos-lhe balelas!